Saúde Pública

Prof. Artur Martini - chefe da Divisão Odontológica fala do atendimento odontológico em Ribeirão Preto

Saúde Pública

A Odontologia não parou durante a Pandemia. Sempre atendemos urgências e emergências, e as Equipes de Saúde da Família (ESF) continuam realizando seu trabalho junto as famílias de Ribeirão Preto. As equipes do Centro de Especialidades Odontológicos (CEO) têm atendido todas as semiologias e casos complexos encaminhados pela Rede de Saúde Municipal, inclusive, fazendo exames de prevenção do Câncer de Boca.

“Um conjunto de medidas e ações, propostas pelo Ministério da Saúde, pela ANVISA, CFO e CROSP, nos fazem rever uma série de conceitos nos atendimentos, porém sem deixar desassistidos os munícipes”, pontua Artur Rocha Martini – especialista e mestre em Endodontia chefe da Divisão Odontológica da Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, acrescentando que para isso, com base em estudos e novos conceitos, o trabalho está sendo readequado e reinventado.

Abaixo na íntegra, em entrevista exclusiva, as colocações do Prof. Dr. Artur Martini sobre o atendimento público odontológico no município.


ENTREVISTA 

Revista APCD-RP:  Quanto ao atendimento odontológico, como tem atuado o serviço público em Ribeirão Preto em tempo de pandemia?
Dr. Artur Martini: Estamos passando por uma difícil fase, e aprendendo com o momento, e até com os desacertos e desencontros, porém estamos vencendo a batalha, com muito estudo e dedicação da equipe odontológica (CDs, ASB e TSB), já que neste momento temos que proteger a equipe e a população. Um conjunto de medidas e ações, propostas pelo Ministério da Saúde,  VISA, CFO e CROSP, nos fazem rever uma série de conceitos nos atendimentos, porém sem deixar desassistidos os munícipes. Assim sendo, em todas as Unidades de Saúde, onde são realizados procedimentos de Odontologia, estamos reinventando os processos de trabalho, readequando as equipes e equipamentos, inclusive os EPIs, e até modernizando os nossos equipamentos em alguns casos, readequando dentro da mesma estrutura física várias vezes.

A biossegurança se tornou prioritária, com a COVID 19, foram adotados protocolos ainda mais rígidos?
Dr.  Artur Martini: Sim, a nossa rede de profissionais é de primeiro mundo, o que nos possibilitou criar na Divisão Odontológica, um Grupo Científico de Apoio Técnico para nortear as ações a serem realizadas no âmbito da Pandemia. Assim ficamos antenados e conscientes de todas as novidades que apareceram durante este processo de adaptações e, com isso, conseguimos o apoio da Secretaria Municipal da Saúde, na figura principal de nosso comandante, o Prof. Dr. Sandro Scarpelini. E os EPIs foram um ponto chave neste processo, além da vacinação de todos os profissionais da Odontologia, nos deram segurança para realizar o trabalho.

Como tem se portado o paciente, muita procura? Está cuidando de seguir as medidas preventivas?
Dr. Artur Martini: Entendo que os pacientes ainda estão receosos de comparecer nas unidades para tratamento, mas com a conquista das vacinações por mais e mais faixas etárias, isto está mudando e os pacientes estão retornando aos ambulatórios. Porém, é necessário que seja desenvolvido maiores cuidados com a Saúde Bucal em casa, pois, é lá que começa a prevenção. Além disto, os cuidados também mudaram, temos estimulado o uso de máscaras e álcool em gel, atualmente amplamente divulgados e ensinados por todos nas Unidades. Os pacientes tem acatado as orientações, mas precisam de mais e mais de ensinamentos, literalmente uma educação continuada.

As ações feitas em Odontologia pelo Programa de Saúde da Família continuam, tem dado resultado?
Dr. Artur Martini: A Odontologia não parou durante a Pandemia. Sempre atendemos urgências e emergências, e as Equipes de Saúde da Família (ESF) continuam sendo e sempre serão de grande valia para todos, principalmente pelos vínculos criados com os pacientes através das Equipes de Saúde Bucal. O resultado desta interação sempre é positivo, pois existe a fidelização entre o profissional e toda a família dos pacientes.

Os programas e campanhas preventivas (saúde bucal nas escolas, prevenção de câncer bucal, entre outras) interrompidos deverão trazer consequências no futuro?
Dr. Artur Martini: Sim. Foram interrompidos pela própria característica de aglomeração que os programas causam, porém dentro em breve o retorno deverá acontecer, pois com a vacinação em massa da população, mais e mais segurança para os processos de trabalho teremos, daí retomarmos com todo o empuxo com estas ações. Com isso, vamos minimizar os prejuízos causados pela interrupção destas ações, que sempre são prejudiciais. Importante dizer para a classe, que mesmo com tudo interrompido, durante a Pandemia, as equipes não deixaram de fazer exames de prevenção do Câncer de Boca, com auxílio primordial da equipe do CEO, que incansavelmente segurou a peteca e atendeu todas as Semiologias e casos complexos vindos da Rede.

Os Equipamentos de Proteção Individual e a vacinação de todos os profissionais da Odontologia, foram decisivos e proporcionaram segurança para realizar o trabalho.
 

Dr. Artur Martini com a equipe de profissionais da Educação que atuam na Campanha de vacinação


A vacinação é a grande protagonista neste momento da história no Brasil e no mundo. Como você se sente participando ativamente da vacinação?
Dr. Artur Martini: Este momento é ímpar e todos que estão envolvidos neste processo estão empenhados e extremamente contentes com a participação. É um trabalho minucioso, exige uma logística gigante de toda Secretaria Municipal da Saúde. É muito bom fazer parte de momentos tão marcantes na vida das pessoas, não falta animação e Gratidão é o sentimento.

Como polo regional de saúde e de Odontologia, no tocante ao atendimento, Ribeirão Preto tem sido referência para outras cidades?
Dr. Artur Martini: Estamos em permanente conversa com todas as cidades de nossa Região e, a meu sentir, mais aprendemos do que nos doamos. Os atos são compartilhados e o que estiver melhor é que servirá de modelo. Um dia indicamos algo, em outro momento aplicamos experiências exitosas de outros. Somos eternos aprendizes.

Qual o legado que, esse período sombrio de nossa história, deverá deixar para as futuras gerações?
Artur Martini:  Que ninguém é sozinho, que aprendemos sempre, e que vamos vencer. Somos maiores e juntos somos mais fortes. A nossa equipe só é forte se jogarmos juntos.

Futuro Vislumbrando dias melhores para a população, qual sua expectativa para o futuro?
Dr. Artur Martini: Sou a pessoa mais otimista do mundo, iremos mudar, estamos mudando, nos readaptando, nos reinventando. Temos força de vontade de estudar e de aprender. Um apoiando o outro, só assim a população vencerá, com nossa ajuda consciente e forte.
 

Dr.  Artur  Martini com a equipe de profissionais que atuaram na imunização da população da USF Heitor Rigon, comemorando mais um dia de vacinação.


FONTE: Revista APCD Ribeirão

(16) 3630-0711

Avenida do Café, 1080 - Ribeirão Preto (SP)
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