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Esterilização e Secagem em Autoclaves

Artigo de Waldomiro Peixoto - Consultor Técnico Woson

Esterilização e Secagem em Autoclaves

Em  nosso último artigo, tratamos de embalagem e acondicionamento de material dentro da autoclave para fins de esterilização. Agora, trataremos da esterilização propriamente dita. Para a esterilidade dos materiais autoclavados chegar até o momento de reuso, é importante levar em conta também a forma correta de secagem (parte do processo de esterilização), transporte e armazenamento. 
A qualidade assegurada da esterilização depende da repetibilidade de um processo consistente, definido pelos Procedimentos Operacionais Padrão (POP), conforme a RDC 15 da ANVISA, para autoclaves Classe N Gravitacionais e Classe B Pré-Vácuo, que têm características e resultados distintos. Recomendamos a leitura atenta da RDC acima e o acesso do link https://www.wosonlatam.com.br/-como-funciona-os-ciclos-de-esterilizacao-em-autoclaves no blog da Woson. 
Lembramos que há materiais esterilizáveis a 121°C sob pressão de 110 KPa durante 30 minutos, a exemplo de têxteis e algodão, e há os esterilizáveis a 134°C sob pressão de 210KPa durante 4 minutos, a exemplo dos sólidos embalados. 
Os tempos de secagem de cada um deles dependem de a autoclave secar com porta aberta ou com porta fechada. Secagem eficiente e absoluta, somente com porta fechada e pressão negativa obtida por meio de bomba de vácuo. Outras formas de secagem nunca são absolutas. Logo, o conceito de uma autoclave que seca com porta aberta, não prevê e nem privilegia a secagem absoluta. Ao contrário das autoclaves com bomba de vácuo, que retiram a umidade dos pacotes e impedem choques térmicos com o ar ambiente, favorecendo, assim, a secagem absoluta dos pacotes, dando-lhes melhores condições de assegurar a esterilidade dos materiais no final do processo. Reiteramos que estamos tratando de autoclaves horizontais, de bancada, comumente utilizadas em consultórios e clínicas odontológicas ou similares, e não de autoclaves hospitalares de grande porte, que têm outros parâmetros. 
A secagem absoluta é indispensável para garantir a manutenção da esterilidade, porque “pacote úmido é pacote contaminável”, principalmente quando os materiais são embalados com papel grau cirúrgico, o mais utilizado nas Centrais de Materiais e Esterilização (CME) do mundo todo.. Este possui porosidade controlada, que se abre durante o processo de esterilização para entrada do vapor como agente esterilizante, por isso precisa de estar plenamente seco, ao final do processo, para estar com sua trama completamente fechada e proteger seu conteúdo estéril. 
Para transporte e manipulação seguras, pós esterilização, é mandatório que esteja absolutamente seca, porque a embalagem úmida, além da microporosidade aberta, é fácil de se romper. O mesmo ocorre quando da armazenagem. Transportar e armazenar pacote, mesmo levemente úmido, é pôr todo o processo a perder e jogar no lixo a esterilidade do material, que se tornaria impróprio para o reuso. 
Temos exaustivamente informado que os procedimentos operacionais padrão (POP) passam por técnicas corretas de pré-lavagem de instrumental, lavagem ultrassônica, enxágue adequado, inspeção visual rigorosa (material com sujidade não consegue ser esterilizável), embalagem segura que não se rompe nem rasga durante toda a cadeia, uso de água destilada ou purificada de boa qualidade, monitoramento periódico com integradores químicos e testes biológicos etc. Todas as etapas são fundamentais e elos de uma corrente que não podem romper. “A corrente nunca é mais forte que seu elo mais fraco”, é a lição indispensável da Dra. Izabel Yoko Ito e Dr. Sérgio Narciso Marques de Lima.
“Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo e seco, sob proteção da luz solar direta e submetidos à manipulação mínima.” “O transporte de produtos para saúde processados deve ser feito em recipientes fechados e em condições que garantam a manutenção da identificação e a integridade da embalagem.” (Artigos 101 e 103 da RDC 15).
Além do  papel grau cirúrgico, eficiente embalagem quando os conteúdos são corretamente acondicionados e selados com solda de boa qualidade, há também os contêineres, projetados e seguros para fins de transporte e armazenagem, embora mais raramente utilizados. É uma tecnologia disponível muito segura utilizada principalmente em centros cirúrgicos onde se praticam os procedimentos críticos altamente invasivos. 
Tudo seguido rigorosamente, inclusive secagem, transporte e armazenamento, fica assegurada a esterilidade do material até o momento de reuso. Caso contrário todo o esforço de controlar a infecção nos ambientes de saúde terá sido em vão. 
As dúvidas podem ser encaminhadas para o suporte da Woson através das várias ferramentas de contatos no site www.wosonlatam.com.br. 


Fonte: Revista APCD Ribeirão
Edição agosto 2021

Publicado em 23/08/2021.

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