Científico: Achado anatômico - dens in dente
Fonte: Blog Dose de Sabedoria, uma publicação da equipe de radiologistas da Radiologia Odontológica Jardim: Dra. Ana Luisa Riul, Dr. Luis Fernando Jardim e Dra. Patrícia Jardim

O termo dens in dente, também denominado dens invaginatus, é utilizado para definir um defeito na formação dentária resultante da invaginação dos tecidos coronários antes da calcificação tecidual. No aspecto radiográfico, o esmalte aparece bem delineado dando a impressão de “um pequeno dente dentro de outro”.
Classificação do dens in dente: tipo I, onde a invaginação do esmalte está circunscrita à área da coroa dental; tipo II, no qual a invaginação do esmalte ultrapassa a junção amelocementária, estendendo-se até a raiz e terminando em um “saco cego” e tipo III, com invaginação do esmalte atingindo a região apical do dente, de modo a formar mais de um forame apical.
Sendo os dentes mais comumente afetados, em ordem decrescente de frequência, são incisivos laterais, incisivos centrais, pré-molares, caninos e molares, sendo notada a predominância na arcada superior. Clinicamente a profundidade da invaginação pode variar de um ligeiro aumento da fosseta do cíngulo a um profundo sulco que se estende ao ápice dentário15. Casos de ocorrência bilateral têm sido relatados. Portanto, quando um dente é afetado, seu homólogo deve ser investigado.
Na imagem (figura 1) observa-se radiografias periapicais dos dentes anteriores e observou-se a presença de invaginação dentro do dente limitada por esmalte nos incisivos laterais. Nota-se que se estende discretamente além da junção amelodentinária no dente 12, podendo ser classificada como tipo II, e no dente 22 observa na porção coronária, assim, classificada tipo I.
O dens in dente, por apresentar uma invaginação, torna o dente mais suscetível à lesão de cárie e alterações pulpares. Muitas vezes, a contaminação da polpa ocorre mesmo sem haver comunicação direta do meio bucal. As bactérias e seus produtos passam por pequenas fendas ou canais que existem na porção que separa a polpa da invaginação. O tratamento do dens in dente inclui diferentes procedimentos clínicos.
Assim, a importância do diagnóstico precoce da ocorrência de dens in dente, principalmente nas fossas anatomicamente mais profundas na face palatina dos incisivos permanentes superiores. Muitas vezes, o achado é ocasional e uma conduta de selamento da fossa palatina se faz necessária. Desta forma, mediante um exame clínico criterioso, o profissional deverá estar apto para fazer o diagnóstico o mais precoce possível desta anomalia.
Revista APCD Ribeirão
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Publicado em 09/02/2026.

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